domingo, 19 de junho de 2011

O discurso (aqui sem tanta ordem) de Foucault.


Foucault procura mostrar que os discursos que permeiam na sociedade são controlados, perpassados por formas de poder e de repressão, que são marcados pela busca de desejo e de poder, pela luta do controle daquilo que enunciam, além de perceber que existem muitos tabus na sociedade, o que impede que todos falem sobre o que pensam a qualquer momento e, alguns desses tabus são a sexualidade e a política.
Para abordar temas como a exclusão e a rejeição utiliza a razão e a loucura, a ponto de mostrar que o discurso do louco eh excluído da sociedade, este que não tem credibilidade e é visto pelas pessoas como uma inverdade, mostrando mais uma vez que os discursos e o comportamento da sociedade são dirigidos por regras impostas por essa própria sociedade, que tenta formar um conceito de verdade, este que exclui aqueles que não seguem seus preceitos.
Outro elemento que limita internamente o discurso é o autor, esse é visto como origem das significações presentes no discurso. Para Foucault, o autor é um elemento que completa o comentário, este que é fruto da individualidade do seu pensamento, dando uma identidade ao discurso. Dentro desse grupo se inclui a disciplina cujo controle do discurso é diferente do comentário e do autor, ou seja, a disciplina exerce seu controle na produção dos discursos por meio da imposição de limites e de regras.
Foucault também determina condições para que os indivíduos possam formular seus discursos, de forma que ele abrange ideias de como direcionar o discurso, de acordo com o público alvo, tendo em vista expandir os argumentos para o maior número de pessoas possível que concordem com a verdade que é defendida no discurso, além do sistema de educação, visto como uma forma política de lidar com a apropriação do discurso.
Para finalizar, Foucault se assume como um seguidor das propostas hegelianas e responde às críticas daqueles que o julgavam estruturalista "E agora, os que têm lacunas de vocabulário que digam – se isso lhes soar melhor – que isto é estruturalismo".         

sábado, 18 de junho de 2011

E para Paul Veyne, a História existe?

Começo com essa indagação pelo simples fato de ser um grande diferencial do Veyne falar da história assim, quando ele diz que "Tudo é histórico, logo a história não existe." Mas, vamos ao que interessa, de verdade.
Para Paul Veyne a história é lacunar e indeterminada, por isso ele defende que a história é incompleta e dá aberturas para que o leitor possa preencher essas lacunas, bem como o historiador e, sendo incompleta e subjetiva, abre a possibilidade para inferirmos, não deixa de ser história e de ser completa, em sua essência.
De certa forma, Veyne defende a não hierarquização dos fatos e das temáticas a serem estudadas na história, logo, defende que o interesse pela temática tem que partir do próprio indivíduo, de acordo com sua afinidade pelo gênero escolhido para trabalhar, podendo personalizar a história, pois tem a liberdade para pesquisar sobre temáticas separadamente, como política, religião e biografias, por exemplo.
Porém, a história só será história, propriamente dita, se os acontecimentos forem historicizados, postos em seu tempo e espaço, além de se referir à história total como algo que não instiga a curiosidade, a não ser que quem a estuda já tenha um objetivo ao adentrá-la. Contudo, haverá sempre um limite para a história, este imposto pelas lacunas ou, até mesmo, pela própria dúvida da veracidade dos fatos.
Portanto, Paul Veyne não acredita em uma verdade absoluta na história, muito menos que possamos descrevê-la em sua totalidade, mas que tudo depende da intenção de quem a escreve, do objeto que descrevem. Assim, a história é parcial e subjetiva.

“Já que tudo é histórico, a história será o que nós escolhermos.”  (Paul Veyne)

domingo, 5 de junho de 2011

Só uma historia.


Tudo parecia perfeito demais, encantador demais, apaixonante demais pra se tornar real mesmo. Nunca conheci nada mais complicado do que o amor e os homens têm se tornado mais complicados do que o próprio sentimento, na verdade.
É, eu sei que não sou tudo que você imaginou e te alertei diso diversas vezes e, até pensei que não criar expectativa alguma sobre você seria muito desinteresse, mas não, foi muito bom porque você conseguiu ser tudo que eu havia sonhado pra mim. Porém, sonhos são sonhos e os meus não se realizam nunca, essa é a parte triste da história.
Sua voz, seus belos olhos e sua cara de bobo não vou esquecer e, se eu sentisse que fosse tao recíproco o sentimento eu lutaria pra que a gente se tornasse tudo que imaginamos juntos, alí, bem alí, ao som do "Jhony" e das ondas ... ondas, lembra? Lindas, mansas, mas que se eu permitisse me levariam? Pois bem, é de você que eu vou lembrar quando tiver a oportunidade de ver duas cadeiras vazias, com vista pro mar, e vou deixar a nostalgia adentrar, lembando que essas duas cadeiras poderiam estar ocupadas e meu coração está vazio, sem você.
De "Nós somos feitos um pro outro, pode crer" pra "Vou dizer que valeu, seus beijos; vou dizer que valeu, seus abraços" ... Era tudo que eu não queria, mas foi tudo que eu provoquei, sem querer. Como sempre, eu sempre estrago tudo!
E por isso, que eu sinto sua falta, como nunca pensei que sentiria, daquilo que poderia ter sido, mas não foi.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lampejos de amor.

Eu vejo as fotos e lembro-me dos momentos. Seu sorriso me remete à sua voz, seu olhar não deixa esquecer o quão tu és sincero. Que sentimento é esse? Há quem se pergunte, eu não! Em mim, já trago a certeza que não preciso defini-lo e, nem que quisesse ou achasse necessário, não conseguiria fazê-lo simples ao ponto de explica-lo, simplesmente, por assim dizer... Pra mim, o que importa é sentir, ter a vontade de estar contigo toda vez que ouço sua voz, alimentando o sonho do meu futuro se encaixar no seu, perfeitamente, sem atritos, apenas encaixar-se.
É bom saber do [re]começo, do sentimento possível, espero. Mas, não esperarei tanto, não mais. Os dias vão passando e não faz mais nenhum sentido deixar o tempo esvair-se assim, de forma tão displicente, como se ele passasse por mim sem que eu passasse por ele.  E essa saudade vai acabar, somente só, quando você se fizer presente e tirar meu coração do frio ou aquece-lo ainda mais com seu abraço – o meu maior desejo diário.
A gente vai ser feliz, eu sei que vai. Por quanto tempo, não sei. Que seja breve ou pra vida inteira, eu só quero ter você.  

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Crises!

Quem nunca passou por alguma ainda não sentiu a vida, pois viver é ultrapassar os limites, os seus próprios limites e os que a vida nos impõe. Podem ser ideológicas, existenciais, amorosas, políticas, isso é o de menos, mas me sinto alguém capaz quando sei lidar com certos confrontos que minha mente subjuga indispensáveis.
Vivo um momento não muito tranquilo, novos ideais, novas experiências, novos limites estão surgindo e eu tenho que saber lidar muito bem com toda situação, para conseguir me sobressair em meio a tanto caos.
E digo: nada melhor do que ter alguém que te dê apoio, atenção, que saiba falar as palavras certas nas horas oportunas e nas inesperadas, para que sirva como ajuda e possamos ter discernimento para tomar algumas decisões em meio às crises, algo extremamente necessário.
Eu sei que não sou a mais coerente e nem estou aqui para julgar ou crucificar ninguém, mas deixo apenas um recado, ou um desabafo, como queiram – Cuide, aconchegue, conforte, converse, faça-se presente sempre, eu disse sempre mesmo, até quando você achar que não é necessário, pois talvez seja sim e só você não se deu conta disso.  Pra mim, é pra isso que serve o verbo Amar, não somente para ser conjugado na primeira pessoa do indicativo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A História segundo Walter Benjamin

Walter Benjamin fez uma releitura do marxismo ocidental, tentando adequá-lo ao século XX, mais precisamente da década de 1920 a 1940, nas quais vivia uma sociedade da industrialização, da produção; um mundo muito complexo, onde o Estado autoritário passa a gerenciar as potencialidades econômicas.
É nesse meio, no pós 1ª Guerra Mundial, que Benjamin, juntamente com os outros da Escola de Frankfurt, vai produzir, caracterizando-se pela sua preocupação com a dialética, tentando transformar o marxismo em algo pensante, não só na organização para a revolução do proletariado, pois é um tanto descrente nessa revolução, se preocupando mais com a crítica cultural. Ou seja, para ele, o materialista histórico não é somente aquele que acredita na força do proletariado, mas que trabalha e acredita na experiência humana, apoiando-se muito na teologia para entender e enfrentar o materialismo histórico.
Benjamin diz que não podemos esquecer-nos do passado daqueles que não tiveram um lugar na história, ou seja, o passado dos pormenores, enfocando a luta de classes, fazendo uma reflexão da organização do trabalho em relação à superestrutura, tendo uma visão sombria da cultura de massa - o capitalismo massifica a cultura e aliena as pessoas, tornando-se positivo, apenas, se rompesse com a alienação; rompendo um pouco com o lado econômico e discutindo mais sobre a cultura e a política, além de ter uma ligação com a literatura e com o romantismo. Sua filosofia tenta se desprender da ciência e se aproximar da arte; se distancia do idealismo de Hegel e do idealismo romântico. Para ele, era importante viver intensamente os pequenos momentos e tirar algum aprendizado disso, fazendo uma interpretação filosófica da experiência, voltando a criticar o capitalismo, que, para ele, tornava a experiência humana algo mecânico.
Ele levanta a questão sobre o que é realmente relevante no passado, este feito de imagens, relampejos, que podem ser inspiradores, mas é ilusório pensar em reconstituir esse passado, sendo assim, como um bom neomarxista, critica os historiadores que tem uma empatia pelos vencedores, silenciando os vencidos, pois para ele o passado não pode ser visto com conformismo, mas deve-se questionar a visão tradicional do passado, acreditando na social democracia.
Com isso, Benjamin utiliza o anjo da história para explicar o que ele defende como História, que tem o olhar no passado, querendo resgatar, dar um lugar aos vencidos e derrotados pelas classes dominantes, mas ao mesmo tempo, anseia pelo presente, pelo progresso que vive a época em que ele se inseriu, impedindo que haja esse resgate total dos pormenores. Para ele, a história dos vencedores é vista com tanta indiferença, pois, como judeu, dizia que essa visão da história é que teria levado ao nazismo e, é nesse contexto que ele diz que o passado serve para a vingança daqueles que foram perseguidos.
Benjamin defende o tempo do historicismo, colocando a história em um tempo de “agoras”, defendendo a ideia de que é preciso romper com a linearidade da História; diferencia o materialista histórico do historicista, onde o primeiro faz recortes e tenta entender o presente com base no passado, enquanto o outro vê o passado de forma bela, dos vencedores, tendo uma imagem homogênea dos acontecimentos, criticando o fato do historicista culminar em uma história universal, sem pressupostos teóricos, apenas de acontecimentos.
Por fim, Benjamin dá uma amplitude muito grande à História, dando muita relevância a todo o tempo da experiência humana, mas que todo esse tempo, comparado com os milhões de anos de vida na Terra, é pouco e, esse tempo se torna muito mais efêmero quando pensamos no presente, pois o agora, comparado com a História, é o mínimo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nostalgia.

Sozinha, bem ou mal acompanhada ... sumir seria a única saída viável pra essa situação em que eu me vejo agora.
Eh, me vejo em uma plantação sem frutos, mesmo depois de tanto cuidar, com carinho, amor e dedicação; mesmo tendo que regar, fosse com lágrimas de felicidade ou de decepção; na verdade, eu penso que não soube mesmo plantar, cultivar (é... no sentido literal mesmo) um sentimento que eu sempre desejei mas nunca proporcionei a alguém: o AMOR.
É nessas horas que eu mais sinto falta daquele sentimento puro, sem cobranças, sem neenhum outro tipo de querer, que brotou há não muito tempo, que fazia a gente passar o dia inteiro olhando um pro outro, conversando e rindo juntos e ja trazia a felicidade que a gente precisava.
O tempo passa, a gente se diz amadurecer e as coisas só pioram, é como se tudo fosse virando rotina, como se eu ja conseguisse prever suas ações, desde o tocar até a cor da sua roupa. Ah, e isso pra mim pode ser o fim, o desgaste não é nada legal e cair na mesmice eh, no minino, insuportavel pra alguem como eu. Onde ficaram as palavras surpreender, inovar, refazer, mudar, no seu dicionário? Porque pra mim elas fazem toda a diferença e sem elas nada tem graça.